sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Lembranças de infância

Hoje me bateu um saudosismo. Me perguntei o que restou daquela adolescente que, buscando lembranças de infância - mais especificamente de uma mulher loira caindo - redescobriu Hitchcock e, a partir de, Stanley Kubrick, Ingmar Bergman, Billy Wilder, Godard, Glauber... começo então a me indagar sobre o que acontece com as nossas paixões, nossas pequenas obsessões quando chegamos à vida adulta? O cinema sempre foi, para mim, mais que uma paixão, mas uma forma de viver o inusitado, de viver o riso, o gozo, a intensidade de todas as sensações. Uma outra possibilidade de sofrer a vida. Há tempos venho sentindo falta da rotina de ver filmes quase diariamente como fazia meu pai, que sempre assistia um filme no fim do dia, antes de dormir, e de quando tínhamos em casa uma maratona cinematográfica da melhor qualidade.
Enfim, gostaria de começar minha viagem no tempo com a primeira imagem que tenho da infância: Um corpo que cai (Vertigo, 1958) de Alfred Hitchcock, primeiro cineasta pelo qual me apaixonei. Lembro-me dessa noite em que estava em casa e assistimos esse filme. Tenho claramente a imagem de estar deitada no sofá, família reunida,eu no colo de minha mãe e ver o corpo da mulher despencando. Duas vezes.
Abraços e boa vertigem!
L.

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